Monday, May 29, 2006

Reflexões de uma 2.ª feira

Meu caro Blog, meus caros amigos,

1- Olá! Ando um pouco desnorteado nestas andanças informáticas e virtuais. Tomei a nuvem por Juno e as coisas, aqui, não se passam do mesmo modo que no mundo real. Aqui as coisas têm outra dimensão. Como não existem medidas espaciais, temporais ou outras quaisquer, imaginamos as pessoas como quisermos: em tamanho, em idade, em ética e em intelecto . E, muitas delas, para não ficarmos desiludidos com a nossa imaginação, tomam-se de importância tamanha, que nos sentimos pigmeus ao pé de gente que se autodeifica. Então neste submundo dos blogs a coisa chega a atingir foros de um tal ridículo, que faz com que nos interroguemos se não andará por aqui patologia para ser analisada pelos seguidores de Freud.

2 - Timor - Em Timor grita-se por Portugal, apupa-se a Austrália e pede-se a nossa GNR. Sempre me pertubou imenso toda a problemática de Timor e sempre senti uma profunda vergonha pelo comportamento de Portugal para com aquela ex-colónia. A única vez que me senti bem de consciência, em relação ao nosso comportamento nacional, foi na recepção que a população de Lisboa fez ao seu bipo D. Ximenes Belo, quando visitou Portugal após os acontecimentos que ocorreram naquele território e que levaram à criação do Estado Timorense.

3 - A nossa Selecção de Sub-21 - Até parecia que eram heróis de algum feito que honrasse a Pátria e nos enchesse de orgulho nacionalista, tal a saudação que receberam, no final, do público que assistiu ao desafio de futebol em Guimarães. Estavam todos esquecidos que a selecção estava ali para disputar o Campeonato da Europa, a jogar em casa com o apoio do seu público, e que ao fim do tempo regulamentar dos 3 jogos de apuramento para a fase seguinte - 270 minutos - não tinha conseguido marcar um único golo. Ninguém quer ver que o rei vai nu, no futebol e em outras coisas e depois queixam que a vida está difícil.

4 - De livros, o passado fim-de-semana e o princípio desta semana, que hoje começa, foram razoáveis. Senão vejamos:

a) - António Aleixo - Este Livro Que Vos Deixo... Volume I, 19.ª edição, Lisboa, 2005, Casa das Letras (o novo nome da Editorial Notícias);

b) - António Aleixo - Este Livro Que Vos Deixo... Inéditos - Volume II, 14.ª edição, Lisboa, 2005, Casa das Letras;

c) - Carlos Gil - Xicuembo - 1.ª edição, Coimbra, Maio/2005, Pé de Página Editores, Lda.;

Agora, caro blog, caros amigos, tenho que ler isto tudo e, depois, compartilhar convosco as minhas impressões sobre o que tiver lido.

Mas para não ficarem aguados, aqui vos deixo as quadras que constam da contra-capa do 1.º volume da obra de António Aleixo.

Sei que pareço um ladrão...
Mas há muitos que eu conheço
Que, sem parecer o que são,
São aquilo que eu pareço.

Sou humilde, sou modesto;
Mas, entre gente ilustrada,
Talvez me digam que eu presto,
Porque não presto pra nada.

Eu não tenho vistas largas,
Nem grande sabedoria,
Mas dão-me as horas amargas
Lições de filosofia.

Tu não tens valor nenhum,
Andas debaixo dos pés,
Até que apareça algum
Doutor que diga quem és.

António Aleixo

Com amizade,

Manuel Palhares

Odivelas, 29 de Maio de 2006.

Saturday, May 27, 2006

SÓ BLOG - BLOG EM CONSTRUÇÃO!


Meus caros amigos,

A criação de SÓ BLOG surgiu da necessidade da existência de um lugar sem artifícios tecnológicos que distraiam o leitor e o comentador de outro objectivo que não seja apenas e tão somente trazer à colação os temas no seu estado mas bruto, despidos de toda e qualquer roupagem que tenda a dourar o que de facto é o cerne da questão. Sem artifícios de retórica, é um lugar para pessoas que não gostem de coisas torcidas e difíceis de perceber. Um espaço onde se tentará não complicar a maneira de ver as coisas, chamando aos bois pelos respectivos nomes, sem floreados. Será, por vezes, uma espécie de tribuna onde exporei as minhas apreensões, dúvidas e
interrogações, emergindo talvez desse desassossego as partes menos visíveis de mim próprio. Sempre usando da máxima honestidade intelectual, aqui se exporá todo o tipo de assuntos sem tabus de nenhuma espécie. Poderão dizer que será um lugar duro - talvez - mas não será um lugar árido, com certeza. Será pois uma tribuna livre, onde a defesa da nossa liberdade de expressão deve começar pela defesa da liberdade de quem não concorda connosco ou até nos ataca. Tudo isto respeitando sempre os valores da moral, da ética e do direito à diferença.

Com amizade,

Manuel Palhares

Odivelas, 27 de Maio de 2006.